quarta-feira, dezembro 19, 2007

Cores de uma Infância



Quando criança
Minha mente flutuava
Sem barreiras
Sem fronteiras

As cores que enchergava eram únicas
Cintilantes, vibrantes
Feitas por mim, para mim

Nesta época em tudo acreditava
Com tudo me animava
Nada me desesperava
Meu universo girava ao meu redor

A tudo dava forma e sentido desejados
Escutava sons não ruídos
Sentia tudo que era proibido
Via além do conhecido.

No meu mundo não existiam pessoas
Mas personagens de um conto
Que inventava e re-inventava a cada dia

E por um tempo eu vivi,
Cores de uma infância
que não volta mais.


(por Bruno Lopes)